MASTOLOGIA

A mastologia estuda todas as patologias da mama, benignas ou malignas, na mulher ou no homem. Na mulher adulta trata da patologia tumoral responsável pelo maior número de mortes, principalmente nas regiões mais desenvolvidas do planeta: o CÂNCER DE MAMA. Embora a relação "número de casos novos/número de mortes" esteja se modificando em favor da sobrevida das pacientes acometidas por essa patologia, principalmente por causa do diagnóstico mais precoce e da descoberta de novas drogas, não são poucas as pacientes que tem retardado o diagnóstico, perdendo a melhor oportunidade de ficar curada desta doença.

Nos nossos dias a cirurgia ainda é o tratamento mais importante para combater o câncer de mama, portanto merecendo o maior cuidado no seu planejamento. A escolha dos procedimentos para otimizar e usufruir de todos os avanços que a ciência alcançou e dar condições a paciente de retomar seu dia a dia com o mínimo de seqüelas possível; deve ser feita sempre que possível, por uma equipe multidisciplinar.

 

TERAPIA INDIVIDUALIZADA EM CÂNCER DE MAMA

Com os avanços da ciência dos últimos anos sabemos que o câncer de mama não é uma única doença, mas sim um grupo de distintos tumores com diferentes comportamentos e respostas aos tratamentos. Por isso é importantíssimo conhecer bem que tipo de tumor a paciente está enfrentando para mais certeiramente atacá-lo.

A principal arma para vencer o câncer de mama é ainda o diagnóstico precoce e para isso é indispensável a mamografia anual a partir dos 40 anos, com poder de detectar tumores muito pequenos e com maior chance de cura.

Um tumor de mama pode ser detectado em estádio bem inicial, através de uma mamografia pela presença de tênues microcalcificações agrupadas (depósitos de Cálcio provocados pela presença do tumor) ou em um nódulo grande e já em estágio clínico avançado. Porem nem sempre o tumor encontrado clinicamente mais avançado é mais perigoso que o encontrado precocemente. Isso porque hoje sabemos que algumas características biológicas das células que compõem esses tumores são responsáveis por determinar seu comportamento e resposta ao tratamento.

O tratamento inicial pode determinar a evolução da patologia. Por esse motivo impõe-se a necessidade de estudar cada caso desde o momento do diagnóstico para escolher o tratamento mais adequado, assegurando as maiores chances de cura ou controle da doença para a paciente.

Apesar do grande esforço da comunidade médica em acompanhar o avanço da medicina, no nosso país ainda sofremos muito com as restrições de acesso da população a esses recursos em tempo hábil, inclusive para esclarecimentos e diagnóstico. Por outro lado, assim como nos países de primeiro mundo, temos centros no nosso país, preparados para identificar e tratar pacientes com câncer de mama, oferecendo o que há de mais avançado em terapia individualizada para câncer de mama.

É de fundamental importância dispor de estrutura para o diagnóstico rápido e preciso de alterações da mama como nódulos, secreção pelo mamilo, assimetrias ou dor; e, no caso de diagnóstico de um tumor maligno, oferecer tratamento oncológico individualizado completo, desde o diagnóstico, planejamento cirúrgico da retirada do tumor e reconstrução da mama até o retorno da paciente a reintegração social após o tratamento.

Duas pacientes com histórias de câncer de mama aparentemente iguais, isto é: tumores do mesmo tamanho, mamas parecidas e mesma idade; podem receber tratamentos muito diferentes. Isso porque no momento da biópsia do tumor já podem ser estudadas algumas características biologias deste tumor que determinam seu comportamento e resposta as diferentes terapias. Com estas informações até a conduta cirúrgica pode ser diferente. Para uma das pacientes pode ser recomendado retirar apenas a região onde está o tumor com algum tecido sadio envolvendo a lesão e para a outra paciente pode ser favorável retirar profilaticamente as duas mamas, com reconstrução simultânea das mamas.

Este trabalho exige grande interação de todos que atuam nesta tarefa e toma bastante tempo da equipe, estudando e discutindo item por item, o que pode ser mais favorável para cada paciente no momento do diagnóstico e em cada fase de reavaliação da evolução e resposta aos tratamentos propostos.

Os tumores de mama têm três apresentações básicas identificadas através de expressão de proteínas específicas:

Aproximadamente 60% dos casos são sensíveis á manipulação hormonal e têm expressão de receptores hormonais de estrógeno e progesterona positivos. Algumas destas pacientes, especialmente após a menopausa, se beneficiam com o uso de bloqueadores hormonais de última geração mais do que com quimioterapia. Conhecendo essa característica muitas pacientes podem ser poupadas da quimioterapia e tem sua qualidade de vida preservada.
Cerca de 20% dos tumores de mama expressam a proteína HER-2. Associando á quimioterapia uma medicação específica, nesses casos a mortalidade é reduzida em 50% em doença com diagnóstico precoce.
Quando não é identificada nenhuma das proteínas anteriores é necessário contar só com o poder da quimioterapia convencional.

Hoje as informações estão à disposição de toda a população na internet, mas no momento que uma paciente encontra um nódulo na sua mama, por causa de seus registros atávicos, bate certo desespero e insegurança e a urgente necessidade de esclarecer qual o significado deste achado. Por conta da aflição esta paciente pode se precipitar e aderir a primeira e nem sempre a mais adequada proposta de tratamento, inclusive comprometendo negativamente os próximos passos terapêuticos.

Por isso é importante nos momentos de bonança prestar atenção e identificar os profissionais que realmente estudam e se dedicam ao tratamento destes casos, com acreditação abalizada pelas sociedades profissionais nacionais e internacionais e principalmente, pela sociedade local.

Saber onde encontrar com segurança alguém que tem as respostas que precisamos, em um momento como esse; poupa sofrimento da paciente e da família e certamente encurta o caminho para aproximar-se ao máximo da cura que é o desejo principal de todos: pacientes, médicos e sociedade.

 

MASTOLOGIA

Cirurgia do câncer de mama
Planejamento da estratégia de tratamento do câncer de mama.

Cirurgia conservadora da mama
Procedimento cirúrgico para retirada de apenas a parte da mama afetada pelo tumor que pode ser combinado com simetrização da mama contralateral.

Mastectomia
Procedimento cirúrgico para retirada de toda a mama que pode ser combinado com reconstrução simultânea desta mama.

Linfonodo Sentinela ou esvaziamento axilar
Procedimentos cirúrgicos para tratar os linfonodos da axila.

Mastectomia bilateral
Procedimento cirúrgico atuando nas duas mamas para tratar ou prevenir câncer de mama.

 

RECONSTRUÇÃO DE MAMA

Este procedimento pode ser feito simultâneo a mastectomia (reconstrução imediata) ou qualquer tempo após a mastectomia (reconstrução tardia).

Com tecido da parede abdominal
Procedimento cirúrgico que usa tecido da parede abdominal (pele, gordura e músculo) para reconstruir a mama.

Com tecido do dorso da paciente
Usando o músculo grande dorsal, pele e tecido subcutâneo para reconstruir a nova mama. Normalmente é necessário complementação do volume mamário com prótese de silicone.

Com prótese de silicone
Quando na mastectomia é possível preservar quantidade de pele suficiente para reconstruir a nova mama, em 15% dos casos é possível usar somente prótese de silicone, sem necessidade de outros procedimentos.

Com expansor e prótese
Quando é necessário aumentar a quantidade de pele para cobrir a prótese que vai reconstruir a nova mama, pode ser usado o expansor de tecidos (bolsa de silicone) sob o músculo peitoral por algum tempo e após a expansão do volume desejado para a nova mama, o expansor é trocado pela prótese de silicone.

Com retalho de Omento retirado por videolaparoscopia
O Omento (tecido gorduroso ricamente vascularizado de dentro da cavidade abdominal) pode ser isolado por videolaparoscopia e transferido para a região da mama operada.

 

SIMETRIZAÇÃO DA MAMA CONTRALATERAL

Procedimento cirúrgico na mama sadia para deixar as duas mamas iguais após o tratamento de uma lesão por câncer de mama, por deformidade congênita ou acidentalmente adquirida.

 

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